KavukaGuia do RH
Central de dúvidas do RH

As maiores dúvidas do RH, respondidas

Perguntas e respostas diretas sobre background check, LGPD, recrutamento, seleção, entrevistas, legislação trabalhista, admissão e gestão de pessoas. A referência de consulta rápida para profissionais de RH.

Esta é a central de dúvidas de Recursos Humanos do Kavuka: as perguntas que profissionais de RH, gestores e candidatos mais fazem, respondidas de forma direta e confiável. Use a busca acima para ir direto ao ponto, ou navegue pelas categorias.

As respostas começam sempre pelo essencial e, quando o tema pede, trazem o aprofundamento logo em seguida. Temas jurídicos e trabalhistas seguem a legislação vigente, mas têm caráter informativo — não substituem a orientação de um profissional habilitado.

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Verificação, Background Check & Contratação Segura

As dúvidas que mais impactam a segurança da sua contratação — e onde a verificação de candidatos faz diferença.

O que é background check no RH?

Background check é o processo de verificação das informações de um candidato antes da contratação — como identidade, formação, histórico profissional e referências. O objetivo é confirmar que o que foi declarado é verdadeiro, reduzindo o risco de fraude e de uma contratação equivocada. A verificação deve ser proporcional ao cargo e respeitar a LGPD.

A empresa pode consultar antecedentes criminais do candidato?

Apenas em situações específicas. O entendimento consolidado do Tribunal Superior do Trabalho (TST) é que exigir certidão de antecedentes criminais de forma genérica, para qualquer vaga, é considerado prática discriminatória e pode gerar dano moral. A consulta só é legítima quando há previsão legal ou quando a natureza da função e o grau especial de confiança justificam.

O próprio TST cita exemplos de cargos em que a exigência pode ser legítima: empregados domésticos, cuidadores de crianças, idosos ou pessoas com deficiência, motoristas de transporte de cargas e valores, trabalhadores que lidam com armas ou substâncias controladas, bancários e funções com acesso a informações sigilosas. Mesmo nesses casos, é preciso ter finalidade clara, transparência e base legal.

Quais informações o RH pode verificar em um candidato?

O RH pode verificar informações diretamente relacionadas ao cargo: identidade e CPF, formação acadêmica, experiências e cargos anteriores, certificações e referências profissionais. Também pode confirmar a consistência dos dados declarados. A escolha do que verificar deve considerar finalidade, necessidade e proporcionalidade à vaga.

Quais dados o RH NÃO pode verificar ou pedir?

O RH não pode tratar dados sensíveis nem exigir documentos discriminatórios: religião, opinião política, orientação sexual, filiação sindical, informações de saúde (como teste de gravidez ou exame de HIV), certidão negativa de débitos (Serasa/SPC) e certidão de antecedentes criminais para funções sem justificativa. Esses pedidos violam a LGPD e a legislação antidiscriminação.

A Lei nº 9.029/95 proíbe expressamente práticas discriminatórias na admissão. Já a certidão negativa trabalhista não pode ser exigida (Lei nº 7.855/89), e a legislação veda exigir experiência prévia superior a seis meses como requisito. Na dúvida, a regra é simples: só se verifica o que tem relação direta e comprovável com a função.

Preciso do consentimento do candidato para fazer a verificação?

A transparência é obrigatória: o candidato precisa ser informado de quais dados serão verificados, com qual finalidade e como serão usados. O consentimento é uma das bases legais da LGPD, mas não a única — o legítimo interesse também pode fundamentar verificações proporcionais. Para dados sensíveis, porém, a exigência é mais rígida e o consentimento específico costuma ser necessário.

Toda empresa precisa fazer background check?

Não é obrigatório para todas as funções, mas é recomendável como boa prática de gestão de risco, especialmente em cargos sensíveis. O ideal é classificar as vagas por nível de risco: funções administrativas simples pedem validações básicas, enquanto cargos com acesso a valores, dados sigilosos, público vulnerável ou segurança justificam verificações mais robustas.

Qual a diferença entre background check e KYE?

São conceitos complementares. Background check é a verificação pontual de antecedentes e informações de um candidato antes da contratação. KYE (Know Your Employee, ou "Conheça Seu Colaborador") é uma abordagem mais ampla e contínua de conhecer e validar quem entra e permanece na empresa, aplicando a lógica de gestão de risco a toda a jornada do colaborador, não só ao momento da admissão.

O background check pode reprovar um candidato automaticamente?

Não é recomendável decidir de forma automática, sem análise humana. Inconsistências devem ser avaliadas com contexto: confirmar a identidade (para descartar homônimos), verificar se a informação tem relação com a vaga e, quando adequado, dar ao candidato a oportunidade de esclarecer. Decisões automáticas geram erros injustos e risco jurídico.

O que é falso positivo e homônimo na verificação?

Falso positivo é quando uma verificação aponta um risco que, na realidade, não corresponde à pessoa certa. A causa mais comum é o homônimo — alguém com nome igual ou parecido ao do candidato. Por isso, uma verificação séria nunca decide apenas pelo nome: cruza múltiplos identificadores, como CPF e data de nascimento, antes de qualquer conclusão.

O background check substitui a entrevista?

Não. O background check complementa o processo seletivo, mas não substitui a entrevista, a avaliação técnica nem a análise de fit cultural. Uma contratação segura combina entrevista estruturada, scorecard, avaliação de competências, referências, verificação de informações e decisão humana. Cada etapa cobre um aspecto diferente do candidato.

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Recrutamento & Seleção

Quais são as etapas de um processo seletivo?

As etapas mais comuns são: abertura e planejamento da vaga, alinhamento com o gestor, descrição da vaga, divulgação, triagem de currículos, entrevista com o RH, entrevista com o gestor, testes ou cases, verificação de informações (background check), proposta e feedback, e por fim admissão com onboarding. O número de etapas varia conforme a complexidade do cargo.

O que é triagem de currículos?

Triagem é a análise inicial dos currículos para identificar quem atende aos requisitos mínimos da vaga. Deve ser feita cruzando cada currículo com a matriz de competências definida no planejamento — critérios objetivos, não impressões pessoais. Uma boa triagem economiza tempo e concentra a atenção nos candidatos com real aderência.

Como fazer uma boa descrição de vaga?

Uma boa descrição de vaga é clara e honesta: apresenta a empresa, o que a pessoa vai fazer, os requisitos obrigatórios e os desejáveis (separados), o modelo de trabalho, o horário, os benefícios, as etapas do processo e o prazo de retorno. Clareza reduz candidaturas desalinhadas, dúvidas e faltas na entrevista.

Um cuidado importante: evite transformar preferências em exigências. Pedir formação, certificações ou anos de experiência desnecessários afasta bons candidatos. Separe sempre o que é obrigatório (sem o que a pessoa não consegue exercer a função) do que é apenas desejável.

Quanto tempo demora um processo seletivo?

Depende da senioridade do cargo. Vagas operacionais e juniores costumam levar de 2 a 4 semanas; posições sênior ou estratégicas podem levar de 6 a 12 semanas. O importante é definir prazos claros por etapa (SLAs) e comunicá-los ao candidato, porque a demora é uma das principais causas de perda de bons profissionais para outras empresas.

Qual a diferença entre recrutamento interno, externo e misto?

Recrutamento interno busca preencher a vaga com colaboradores que já estão na empresa (promoção ou movimentação). Recrutamento externo busca candidatos no mercado. O recrutamento misto combina os dois, abrindo a vaga internamente e ao mercado ao mesmo tempo. Cada modelo tem vantagens: o interno valoriza talentos e é mais rápido; o externo traz novas perspectivas.

O que fazer quando o candidato falta à entrevista (no-show)?

A maior causa de faltas é a insegurança gerada por falta de informação e comunicação fria. Para reduzir o no-show: envie todos os detalhes na convocação (endereço, ponto de referência, horário, formato, duração, nome de quem vai receber), use tom acolhedor, confirme presença na véspera e no dia, e deixe claro que a entrevista é uma conversa, não uma prova.

Como avaliar um candidato de primeiro emprego?

Sem experiência formal, avalie potencial em vez de histórico. Observe pontualidade, interesse, comunicação, vontade de aprender e postura. Pergunte sobre cursos, projetos escolares, trabalho voluntário ou responsabilidades familiares que demonstrem organização e responsabilidade. A falta de experiência não significa falta de capacidade.

O que é banco de talentos e para que serve?

Banco de talentos é a base de candidatos qualificados que já demonstraram interesse na empresa ou participaram de processos anteriores. Em vez de recomeçar a cada vaga, o RH mantém relacionamento com bons candidatos, acelerando futuras contratações. Alimentá-lo — inclusive com candidatos reprovados que receberam bom retorno — é uma prática estratégica.

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Entrevista & Avaliação de Candidatos

O que o RH não pode perguntar numa entrevista?

O RH deve evitar perguntas discriminatórias e sem relação com a vaga: sobre filhos ou intenção de engravidar, idade, estado civil, religião, orientação sexual, opinião política ou condições de saúde. O foco deve estar sempre em competências, experiências e comportamentos relacionados ao cargo. Perguntas invasivas podem gerar passivo jurídico e constrangimento.

Em vez de "você tem filhos?" ou "você mora longe, vai aguentar?", reformule para o que interessa: "A vaga é presencial, com horário X. Esse deslocamento funciona para você no dia a dia?". Mantenha a conversa em torno da função.

O que é o método STAR na entrevista?

STAR é uma técnica para avaliar competências com base em fatos, não impressões. A sigla significa Situação (o contexto de um desafio real), Tarefa (a responsabilidade da pessoa), Ação (o que ela efetivamente fez) e Resultado (o impacto alcançado). Respostas STAR completas indicam experiência real; respostas genéricas, como "sou muito proativo", são um sinal de alerta.

O que é uma entrevista estruturada?

Entrevista estruturada é aquela com perguntas planejadas e o mesmo roteiro para todos os candidatos da mesma vaga, com critérios e escala de avaliação definidos. Ela reduz vieses, torna a comparação entre candidatos mais justa e é percebida como mais profissional. É o oposto da entrevista solta, guiada só pela impressão do momento.

O que é um scorecard de avaliação?

Scorecard é uma ficha de avaliação com critérios, notas (em geral de 1 a 5) e espaço para registrar a evidência observada. Preenchido logo após a entrevista, ele transforma "achismo" em decisão comparável. O segredo é registrar fatos ("explicou com clareza como organizava documentos") em vez de julgamentos vagos ("gostei dela").

Como avaliar as habilidades técnicas (hard skills) de um candidato?

Prefira testes práticos baseados em problemas reais da função — um pequeno case, uma simulação de atendimento, organizar uma planilha — a perguntas teóricas decoradas. Avalie não só o resultado final, mas a linha de raciocínio. O teste deve ter tempo razoável, ser igual para todos os candidatos e nunca exigir trabalho real gratuito.

O que é fit cultural e como avaliá-lo?

Fit cultural é o grau de alinhamento entre o candidato e os valores, comportamentos e o ambiente da empresa. Deve ser avaliado com cuidado, por comportamentos concretos, e não por afinidade pessoal — caso contrário vira porta para vieses e exclusão de perfis diversos. Baixo fit cultural é uma das principais causas de demissões precoces.

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LGPD & Privacidade no RH

O que a LGPD exige do RH no processo seletivo?

A LGPD exige que o RH trate dados de candidatos com finalidade, necessidade, adequação, transparência, segurança e não discriminação. Na prática: coletar apenas os dados necessários, informar o candidato sobre o uso das informações, proteger esses dados e evitar qualquer tratamento abusivo ou sem relação com a vaga.

Por quanto tempo o RH pode guardar currículos?

A empresa deve definir um prazo de retenção compatível com a finalidade informada ao candidato. Se o currículo for mantido em banco de talentos, o candidato precisa ser informado e a empresa deve ter base legal adequada para essa retenção. Guardar dados indefinidamente, sem finalidade, contraria a LGPD.

O candidato pode pedir a exclusão dos seus dados?

Sim. Pela LGPD, o titular tem direito de solicitar acesso, correção e eliminação dos seus dados pessoais, além de informações sobre como são usados. A empresa deve ter canais e procedimentos para responder a essas solicitações dentro dos prazos legais.

O RH pode consultar as redes sociais dos candidatos?

A consulta a redes sociais exige muita cautela. Publicações pessoais podem ser interpretadas fora de contexto e gerar avaliações injustas. Informações sobre religião, vida familiar, aparência ou opinião política não podem ser usadas como critério de decisão. Se houver política de verificação reputacional, ela precisa ser objetiva, proporcional e vinculada à função.

O que é minimização de dados no RH?

Minimização de dados é o princípio de coletar apenas o mínimo necessário para cada finalidade. No RH, isso significa não pedir documentos ou informações que não sejam relevantes para a vaga naquele momento. Além de cumprir a LGPD, reduz o risco de vazamento e simplifica a governança de dados.

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Legislação & Departamento Pessoal

Qual o prazo para pagar a rescisão trabalhista?

O prazo é de 10 dias corridos contados a partir do término do contrato, independentemente de o aviso prévio ter sido trabalhado ou indenizado (art. 477 da CLT). Dentro desse prazo, a empresa também deve entregar o Termo de Rescisão (TRCT), a chave para saque do FGTS e o requerimento do seguro-desemprego, quando aplicável. O atraso gera multa de um salário do funcionário.

Se o último dia do prazo cair em fim de semana ou feriado, o pagamento deve ser antecipado para o último dia útil anterior. No eSocial, o evento de desligamento (S-2299) também deve ser enviado dentro desse prazo, sob pena de multa.

Quais verbas o trabalhador recebe em cada tipo de rescisão?

Depende do tipo de desligamento. Na demissão sem justa causa, o trabalhador recebe saldo de salário, aviso prévio, 13º e férias proporcionais + 1/3, saque do FGTS + multa de 40% e seguro-desemprego. Na justa causa, recebe apenas saldo de salário e férias vencidas + 1/3. No pedido de demissão, não há multa do FGTS nem seguro-desemprego. No acordo (art. 484-A), o aviso e a multa do FGTS saem pela metade.

Cada modalidade tem regras próprias de verbas e de acesso ao FGTS e ao seguro-desemprego. Por isso, o primeiro passo de qualquer rescisão é identificar corretamente a modalidade de desligamento antes de calcular.

Como funcionam as férias? (período, 1/3 e parcelamento)

Após 12 meses de trabalho (período aquisitivo), o empregado tem direito a 30 dias de férias, remuneradas com acréscimo de 1/3 constitucional. As férias podem ser parceladas em até 3 períodos, desde que um deles tenha ao menos 14 dias e os outros não sejam inferiores a 5 dias cada. O parcelamento depende de concordância do empregado, não pode ser imposto.

As férias devem ser concedidas nos 12 meses seguintes ao período aquisitivo (período concessivo) e comunicadas por escrito com pelo menos 30 dias de antecedência. Se concedidas após o prazo, devem ser pagas em dobro.

O que são férias proporcionais?

Férias proporcionais são o valor referente aos dias de férias acumulados proporcionalmente ao tempo trabalhado, quando o contrato termina antes de completar 12 meses. A cada mês trabalhado, o colaborador acumula 1/12 de férias, pago na rescisão com o acréscimo de 1/3. A única exceção é a demissão por justa causa, em que esse direito é perdido.

Como funciona o aviso prévio?

O aviso prévio é a comunicação antecipada do fim do contrato. Pela Lei 12.506/2011, é de 30 dias para o primeiro ano de trabalho, com acréscimo de 3 dias por ano completo adicional, até o limite de 90 dias. Pode ser trabalhado ou indenizado. No aviso trabalhado, o empregado pode optar por reduzir 2 horas por dia ou faltar 7 dias corridos.

Quando é pago o 13º salário?

O 13º salário corresponde a 1/12 da remuneração por mês trabalhado (ou fração acima de 15 dias) e é pago em duas parcelas: a primeira até 30 de novembro (ou nas férias, se o empregado solicitar em janeiro) e a segunda até 20 de dezembro.

Quais faltas são justificadas pela CLT?

O art. 473 da CLT prevê ausências sem desconto no salário, como: até 3 dias por casamento; até 2 dias por falecimento de familiar próximo; 5 dias por nascimento de filho (na primeira semana); 1 dia por ano para doação de sangue; até 2 dias para alistamento eleitoral; o tempo necessário para provas de vestibular; e para comparecimento em juízo, entre outras hipóteses previstas em lei.

Qual o prazo máximo do contrato de experiência?

O contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado (art. 445 da CLT) e não pode exceder 90 dias no total. Pode ser prorrogado uma única vez, desde que a soma dos dois períodos não ultrapasse os 90 dias (por exemplo, 45 + 45). Se prorrogado uma segunda vez, transforma-se automaticamente em contrato por prazo indeterminado.

Até quando a empresa deve pagar o salário mensal?

Quando o pagamento é estipulado por mês, deve ser efetuado até o 5º dia útil do mês seguinte ao trabalhado (art. 459 da CLT). O atraso reiterado do salário é uma das causas que podem levar à rescisão indireta do contrato.

Qual a diferença entre CLT, PJ e estágio?

A diferença está na natureza do vínculo. A CLT garante direitos plenos (férias, 13º, FGTS, INSS) e pressupõe pessoalidade, habitualidade, subordinação e onerosidade. A contratação PJ é uma relação comercial entre empresas, sem subordinação nem exclusividade — caso contrário, configura "pejotização" (fraude). O estágio (Lei 11.788/08) é destinado a estudantes, não gera vínculo, tem jornada máxima de 6h diárias e dá direito a recesso remunerado e bolsa-auxílio.

O risco da pejotização é real: se um contrato PJ apresenta, na prática, subordinação, horário fixo e exclusividade, a Justiça do Trabalho pode reconhecer o vínculo empregatício e condenar a empresa ao pagamento de todos os direitos trabalhistas retroativos.

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Admissão, Onboarding & eSocial

Quais documentos são necessários para a admissão?

A lista varia conforme a empresa e o cargo, mas em geral inclui: CTPS (hoje prioritariamente digital), documento de identidade com foto, CPF, comprovante de residência, dados bancários, comprovante de escolaridade, ASO admissional e, quando aplicável, documentos de dependentes para fins de salário-família. Documentos discriminatórios ou sem relação com a função são proibidos.

O que é o exame admissional (ASO)?

O exame admissional é a avaliação médica obrigatória realizada antes do início das atividades, para atestar que o candidato está apto à função. Ele resulta no ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) e faz parte das rotinas de Saúde e Segurança do Trabalho, integrando os eventos de SST do eSocial.

O que é o eSocial e quando enviar a admissão?

O eSocial é o sistema do governo que unifica o envio de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. A admissão deve ser registrada antes do início das atividades: pelo evento S-2200 (cadastramento do vínculo) ou, se ainda faltarem dados, pelo S-2190 (admissão preliminar), complementado depois. Os prazos seguem o Manual de Orientação do eSocial.

O que é onboarding e por que ele importa?

Onboarding é o processo de integração do novo colaborador nos primeiros dias, semanas e meses. Inclui recepção acolhedora, apresentação da cultura, das ferramentas, da equipe e do gestor. É decisivo para a retenção: um bom onboarding reduz a ansiedade, acelera a produtividade e diminui o risco de desligamento precoce.

O que é a Portaria 671 do MTE sobre controle de ponto?

A Portaria 671 do Ministério do Trabalho unificou as regras do ponto eletrônico no Brasil, dividindo os sistemas em três tipos: REP-C (relógio de ponto físico que emite comprovante impresso), REP-A (sistema alternativo autorizado por acordo ou convenção coletiva) e REP-P (software de ponto via aplicativo ou nuvem, com biometria e geolocalização — o mais flexível, ideal para trabalho híbrido e home office).

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Fundamentos, Gestão & Carreira em RH

O que é RH e o que faz o setor de Recursos Humanos?

RH (Recursos Humanos) é a área responsável por atrair, contratar, desenvolver, engajar e reter pessoas, conectando a gestão de gente à estratégia do negócio. Suas principais funções incluem recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, gestão de desempenho, cultura organizacional, clima, plano de cargos e salários e retenção de talentos. No modelo moderno, o RH é estratégico, não apenas operacional.

Qual a diferença entre RH e Departamento Pessoal (DP)?

O RH cuida da parte estratégica da gestão de pessoas — recrutamento, desenvolvimento, cultura, engajamento e retenção. O Departamento Pessoal (DP) cuida da parte operacional e legal — folha de pagamento, ponto, férias, admissão, rescisão, encargos e eSocial. As duas áreas se complementam: uma contratação, por exemplo, é iniciada pelo RH e formalizada pelo DP.

Em pequenas e médias empresas, é comum que a mesma pessoa acumule as duas funções. Mas a distinção conceitual ajuda a organizar prioridades: o DP zela pela conformidade e pela exatidão; o RH, pela estratégia e pelas pessoas.

O que é RH estratégico?

RH estratégico é o modelo em que a área de gente atua conectada aos objetivos do negócio, participando de decisões sobre crescimento, produtividade, cultura, liderança e gestão de riscos — em vez de apenas executar rotinas administrativas. Ele usa dados (people analytics) para embasar decisões e trata as pessoas como fator central de resultado.

O que é turnover e como reduzir?

Turnover é a taxa de rotatividade de colaboradores — o fluxo de entradas e saídas em um período. Um turnover alto, sobretudo o voluntário, costuma sinalizar problemas de liderança, clima, remuneração ou falhas na contratação. Para reduzi-lo: contrate com mais critério, melhore o onboarding, invista em desenvolvimento e cuide do clima e do reconhecimento.

Existe mais de uma forma de calcular o turnover. Uma fórmula comum considera a média entre admissões e desligamentos no período dividida pelo número de colaboradores ativos, multiplicada por 100. O importante é padronizar o cálculo internamente e acompanhar a tendência ao longo do tempo, mais do que o número isolado.

O que é People Analytics?

People Analytics é o uso de dados para tomar decisões sobre pessoas — coletando, organizando e analisando informações sobre recrutamento, desempenho, engajamento e turnover. O objetivo é substituir o "achismo" por decisões baseadas em evidências. Na prática, começa com uma dor de negócio clara, cruza os dados já existentes (DP, ATS, avaliações) e busca padrões que orientem ações.

Como dar feedback a um candidato reprovado?

Dar retorno a todos, inclusive reprovados, é questão de respeito e de marca empregadora. O feedback deve ser construtivo, respeitoso e baseado em fatos — nunca no caráter da pessoa. Agradeça a participação, informe que a empresa seguiu com outro perfil mais aderente ao momento da vaga e, quando possível, aponte caminhos de desenvolvimento. O silêncio ("ghosting") é o que mais prejudica a reputação da empresa.

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Boa parte das perguntas deste FAQ gira em torno de um mesmo ponto: contratar sem correr riscos desnecessários. É aí que a Kavuka atua.

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Marcela Macedo

Especialista em People Operations

Atua de forma estratégica e analítica em Pessoas e Cultura, com foco em transformar processos de RH em decisões mais humanas e seguras. Escreve para quem constrói carreira na área.